terça-feira, 30 de setembro de 2008
Eu vs o Mundo
Inúmeras foram as revoluções e inúmeros foram os gritos de clamor à liberdade. Por trás de todas essas lutas, estiveram os loucos, os insanos – os visionários – pessoas para as quais o sentimento inato humano de justiça havia despertado e se tornado maior que a opinião pública. Através do tempo, ideólogos se tornaram fundamentais nas conquistas dos direitos humanos e civis, e ao mesmo tempo em que realizavam tais conquistas, eram acusados de desrespeitar os limites a eles impostos pela sociedade.
Seja a revolução da ideologia atual ou uma simples reação à uma idéia injusta, haverá sempre uma ruptura com a norma ( no caso, a moral ) para quem é contra o ato.É, de certo, que esse “transgressor”dessa moral irá contra seus defensores, porém, sempre a favor de seu benefício ou de sua sobrevivência. A revolta contra o sistema operante, na verdade, pode ser entendido como um ato de agonia, onde o oprimido se sente ofendido, e então, parte para o ataque – como exemplo, a própria reação do povo contra a ditadura, fato que comumente seria chamado de “agressivo”, mas que pelas circunstâncias do momento foi a reação adequada.
No mundo, não caberia um ser humano que não discordasse de nada, que aceitasse tudo que visse, sendo extremamente passivo.Nascemos com a curiosidade, com a ambição – dois fatores que, juntos, trazem à tona o questionamento e a vontade de saber a verdade e querer o melhor para si.Neste mundo, o que seria de uma pessoa que não pudesse usufruir de seus direitos, mas apenas aceitar os dos outros? É um extinto de sobrevivência esse de questionar, de se mostrar forte e preparado para enfrentar uma rejeição social em prol de um bem próprio.
Transgredir as fronteiras impostas é algo enraizado no ser humano e que sempre esteve na história de nossa espécie.Na verdade, se não houvessem pessoas dispostas a enfrentar as idéias antigas, nossos costumes, nossa cultura e nosso conhecimento não teriam evoluído. Afinal, nenhuma mudança seria feita caso nos conformássemos com a situação atual.
- Breno Costa Inojosa (nexuscoringa)
sábado, 16 de agosto de 2008
Sobre a existência de Deus.
Todos sabemos que as religiões tiraram o foco humano sobre a real descoberta das origens do universo, da matéria e energia. Visto que não usamos razões e argumentos religiosos, peço para que os leitores que não sejam membros do blog tentar deixar, temporariamente, suas concepções bíblicas de lado.
1) Sobre a necessidade do homem de não se achar sozinho.
É notável a condição do homem e o sentimento de esperança de um dia encontrar uma resposta para deus (e é por isso o motivo desse post). Entretanto, acho triste o conformismo de algumas pessoas ao achar que deus existe, e por isso, ficará tudo bem. Então eu pergunto o que seria Deus, antes de perguntar se ele existe.
2) Das diversas crenças.
Sobre os agnósticos, nada tenho a falar, pois sou um...
Sobre os ateus, eles acreditam ser valentes demais ou muito calculistas para achar que deus exista. Para eles, deus nada mais seria que a ilusão humana de confiar em uma imagem surreal.
Sobre os religiosos, acho que a humanidade sempre avançou, mas parou até o ano atual por causa do surgimento das igrejas e religiões. Para eles, o Deus que existe é um "ser", que coordena a vida e a julga.
3) Sobre a conciliação.
Bem... defendo que a concepção de deus é uma questão de perspectiva. Ou seja: você pode admitir que deus existe ou não, de acordo com a perspectiva (ponto de vista) lançada.
Ex: "Deus é um ser que controla a vida e todos os seres vivos" - Discordo
"Deus é uma parte do universo" - Concordo.
4) Sobre uma versão universal, como Deus seria.
Ao meu ver, deus é parte e é o próprio big bang. Portanto, ele não exerce "leis" sobre o universo, não julga o certo e errado, deus é energia pura e vibrante no espaço existente, não existe nada mais além dele e somos ele.
É a única concepção racional que vejo, uma vez que nada pode existir antes do começo ( como alguém surgiria antes de tudo para que algo explodisse? )
É a única coisa que existe: a natureza, nós, os átomos, elétrons, prótons, neutrinos, somos tudo parte de uma só coisa e envolvida por uma só camada... aí depende do nome, mas prefiro não chamar de Deus, mas de 11a dimensão.
5) Conclusão
Não prefiro usar o termo "DEUS", visto que, assim como McDonald's, tal nome já assumiu um valor próprio, embora acredite que tudo no universo faça parte de uma entidade. Abaixo vão links de uma série de vídeos sobre o que eu acredito.
http://www.youtube.com/watch?v=fgSl5Nj-IjY
http://www.youtube.com/watch?v=Pbx7AArxMRE
http://www.youtube.com/watch?v=z8ZUfAHDbj0
http://www.youtube.com/watch?v=lewxXHneCRE
http://www.youtube.com/watch?v=mdu6SoZmTio
http://www.youtube.com/watch?v=9dre3LOX81I
Podemos continuar a discussão nos comentários.
Obrigado.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Real Land
Nos próximos dias, estarei inaugurando um "rpg" ('role play game' onde você interpreta um personagem à sua escolha) que terá como objetivo o descobrimento de cada jogador das ações humanas, sentimentos e sobre consciência, metafísica e diversos assuntos.
O jogo irá se passar totalmente na internet, com personagens sendo de uma "cidade virtual", a Real Land City. Existirão personagens de todos os cargos na cidade, e cada jogador podendo ter quantos personagens desejar. A história está por vir, quando o site do jogo for inaugurado, mas garanto que as abordagens serão as melhores possíveis.
Convide seus amigos, pois não há limite de jogadores.
Obrigado.
sábado, 9 de agosto de 2008
Da "difícil tarefa das mudanças" e da "necessidade de apoio"
O fato é que decidi procurar saber porquê que as pessoas ditas "mais fracas", ou menos "capacitadas" procuram algo no que se apoiar durante momentos difíceis e o que esse suporte representa para essas pessoas.
Meio ao mundo atual, muitos seres humanos já perderam a esperança por algo que sonhava. Sejam curas, projetos ou simplesmente dinheiro, as as pessoas sempre almejaram ser "livres", sem ter que se importar com nada disso. É aí que entra a imagem de alguém que parece ser tudo que aquela pessoa "fracassada" desejava ser. E ela passa a ser idolatrada, vira um ídolo. A resposta mais simples que encontrei foi esperança e conformismo. O que faz com que uma pessoa tire parte do tempo da sua vida investigando a vida do seu ídolo? É que há a "sub-idéia" de que o fã nunca poderá ser igual. Então, o ídolo é colocado sobre o altar.
A cena é ridícula, uma vez que milhões de pessoas defendem outros como Leonardo,Roberto Carlos, Daniela Cicarelli... é incrível ver o quanto as pessoas pensam nesses "famosos" e querem ser como eles, mas eles não estão nem aí pra os fãs...
Não defendo a crueldade do fato, mas condeno a ação do idolatrador, uma vez que considero uma ilusão o idolatrado.
Na verdade, as pessoas precisam de ídolos, ícones, não para se espelhar e seguir o exemplo, mas para se conformar com uma ilusão e de de que nunca será como ele. Talvez se o país pudesse sair de tanta idolatria e passasse a agir com mais identidade, não fôssemos assim.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
[BBC] Muito além do cidadão Kane
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
Muito bom, não? peço que assistam principalmente ao vídeo 3 e ao 4.
"Questões de Definição"
Primeiro um pouco de história...
1)O que é capitalismo?
Capitalismo é a forma vigente ( sistema ) que perdura numa sociedade. Tal sistema representa a cultura do povo. Em parte, o capitalismo também representa a liberdade do ser humano de compensar como bem entender, sobre o preço no produto, o "suor" gasto na elaboração dele.
Surgido praticamente com o avanço da burguesia, o capitalismo não precisa de leis escritas, é como um sistema autosuficiente e lógico. Com as ditas "leis" da livre concorrência, livre-acordo, o capitalismo se sustenta na parasitagem sobre os mais pobres.
Assim sendo, o capitalismo é uma mão única, vez que os que podem produzir mercadorias de alto nível tecnológico vendem por muito dinheiro, e em grande quantidade, enquanto os pobres são obrigados a comprar tal mercadorias e exportar, uma vez que não há tecnologia suficiente, apenas o que resta ( e o que os mais ricos não produzem ) : matéria-prima.
De um modo ou de outro, diz-se que o capitalismo é um sistema, e que sem ele o mundo seria bem melhor. Sou contra pelo simples fato de acreditar que o capitalismo não é um sistema. Não é algo tão pragmático assim... É como todos dizem... aquela velha expressão "os outros". Não. O capitalismo não surge porque o encontramos na terra, mas porque é algo dentro de nós. Ora, se eu trabalhei mais por algo, porque não posso ganhar mais que alguém que trabalhou menos?
É verdade. Por outro lado, não se deve misturar neoliberalismo com capitalismo.
2) O que é neoliberalismo?
O neoliberalismo é tudo que os não-informados sobre economia e cultura acreditam que seja o capitalismo. O neoliberalismo é a maneira de como o capitalismo é aplicado no mundo.
Por meio dele, temos a grande influência de marcas, invasão das linguas, sobrepujação das cultruas sobre nações e, conseqüentemente, a polarização do mundo nas mãos de quem aparece mais "idolatrado".
Exemplos como McDonald's, YouTube (veja também a seguir), Kippling, Hello Kitty, Nike, Puma, entre outras, são as marcas, que elaboram os logos , que substituem a leitura e tornam o reconhecimento da loja quase instantâneo.
Acontece que o neoliberalismo, uma doutrina ou corrente do capitalismo, acabou criando a maior geração de estupidez (de estúpidos) da face da terra. Juntamente com a idolatria à "astros" e "estrelas" do rock, pop, reggae, televisão, fazendo com que se crie uma real nação consumidora. E para piorar: nenhum consumidor das marcas se acha estúpido demais por estar se rendendo à idolatria. Claro, pois acham a coisa mais normal do mundo. Afinal, todos fazem e repetem com gosto.
Disse tudo isso para chegar a um ponto: o capitalismo, em si, é algo humano, de essência, porém o neoliberalismo, não. Este é algo sem escolha, uma conseqüencia. Afinal, desde que o homem surgiu, a obsseção pelo poder, domínio, riquezas, sempre foram mais fortes que a idolatria pela simplicidade.
Porém, não se deve esquecer que o ser humano também é comunista, anarquista, além de capitalista.
Anarquista aonde? - Wikipédia, YouTube; a nova geração da internet nos mostra que o Estado não precisa vigorar para que haja consciência e harmonia (não total) entre membros de uma sociedade, mesmo que em anonimato, a internet é um país sem governante. E funciona.
Comunista aonde? - Nos pequenos grupos, seja entre amigos ou numa sala, embora haja competição, que é normal do ser humano, os direitos, deveres e bens são compartilhados. Assim também acontece perante a lei, e também nos esportes.
No mais, é preciso ser muito tolo para acreditar que o homem é só capitalista, e cuidado para não confundir os termos.
- Totalmente por Breno Costa Inojosa
Do Imperialismo e do Socialismo e o "Novo Brasil"
Não, o título não tem nada a ver com políticas atuais, só irão retratar que.. Hoje nasceu Karl Marx e morreu Napoleão Bonaparte. Decidi colocar a homenagem no início do post pois acho que é uma data, sim, comemorativa.
A maioria dos jovens brasileiros acham que o país só terá sucesso sob um regime autoritário. Me pergunto se o que fizeram pelo país foi suficiente para ainda termos gente que pensa assim. É cruel a realidade, pois não é só deles a culpa do pensamento. Toda a circunstância de imoralidade do Estado só colaboram para que um poder repressor seja mais eficaz. Na verdade, o pensamento a fundo seria: qualquer coisa é melhor que essa. Mas foi até aqui que conseguimos chegar...
Leitores desse blog, podemos assim dizer, somos alguém que tem um mínimo de preocupação político/científico/cultural, e sabemos que é uma pena o que acontece.
Depois de anos de luta e violência em prol de nossa liberdade de expressão, parece que a sociedade empacou com um problema grave: "agora que tenho liberdade, o que vou fazer?" e olhe que já fazem 12 anos de total "livridez", para não repetir a palavra. O modo de vida humano, desde a música brega até a total repelência à política parecem fazer parte da nova ordem de liberdade do povo. Quanto mais liberto, menos preocupado com o Estado e mais fútil a população. Parece que é isso. Chega a ser falta de reconhecimento de quem lutou e vê que hoje se "aproveita de má forma" o que nossos passados lutaram por.
Chegamos ao ponto em que os jovens com um pouco mais de vontade dizem um absurdo desses; "seria melhor se alguém mandasse no país com todo o poder concentrado". Lutamos para que voltemos ao mesmo ponto? Será que derrubamos uma ditadura, fio a fio, para que surja uma nova força opressora, só que dessa vez sob nossa vontade? Parece que não houve luta, que fomos, brincamos e voltamos.
Eu concordo que aproveitamos mal a liberdade que nos foi presenteada, pois nenhum de nós hoje vivos lutou em 60. Ao invés de usá-la para querer o bem do país, como a intervenção do povo pelos direitos políticos, nas medidas econômicas e admnistrativas, hoje a única coisa que se vê sendo feita por alguém é por Lobbys, no pé, quem tem dinheiro. Aí lembra-se do MST... mas não se esqueçam que quem está por trás dele também tem $.
Na busca pela melhor forma de aproveitar a vida que temos, às vezes só pensamos em nos divertir, apreciar o tempo gratuito e reclamar sem saber porquê. Não sabemos porque não vamos atrás, pois podemos, sendo livres humanos que ainda.
----------------- fora de post...
Para não passar em branco, a candidatura do presidente Lula deveria existir, caso o povo aprovasse, e não o senado. Afinal, somos governado por um Senado, Parlamento ou pelo Povo? Somos Democracia ou Oligarquia como antes? Algo mudou? Então por que quem ainda decide são os Lobbys que compram os deputados que nós escolhemos?
