quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Para não dizerem que só falo de política

Sobre a importância da ciência e da educação e dos níveis sociais de um país.
Principalmente nos países subdesenvolvidos, e na maioria, os americanofílicos, há o normal hábito de se achar importante ou comum ignorância aos fatos que compreendem o cotidiano. Parte da maioria da população o desinteresse pelo que o ocorre com os mesmos, e incrivelmente, até como isso ocorre. Simila, ou melhor, é perceptível que, cada vez mais, repetindo cenas do passado, e sem medo disso, forma-se uma composição dividida em cinco camadas bastante explícitas: os sabedores, os que tentam saber, os que pensam que sabem, os que não tentam saber e os que não sabem e não se interessam em saber.

Prova disso pode ser obtida no cotidiano, e os últimos casos não necessitam estar entre a parte mais pobre da população. A classe média, como sempre foi, é outro exemplo; querem ser elite econômica, mas acabam agindo como pobres, por não achar que lá se chega como elite cultural.

Desde um simples bate-papo até uma maior reflexão sobre o assunto, maioria destas pessoas se afastam do emissor. Seria normal, se fosse apenas com a classe pobre, mas agora é com a classe média e alta, acreditem.

Mas devem me perguntar, o que isso tem a ver com ciência, cultura e educação?

Claro que não vou responder o clichê (Tudo!), mas é por aí.
Numa sociedade em desenvolvimento, como a China, ou Índia, o número de cientistas é vezes e vezes maior que o Brasil. O que acham que os faz tornar assim? Se uma criança chega e fala aos amigos, no 3o ano do ensino médio que quer fazer química industrial ou apenas física, ou até simplesmente exatas, já parte do conceito da maioria dos amigos o "nerd" ou even "inteligente". Em tais países,( China, Índia, Coréia ) é um orgulho fazer parte do progresso de seu país. Aqui, é querer passar fome e vergonha. Como pode?

Como pode? A resposta está na história e na cultura do país. Desde o começo da colonização brasileira, não houve fortes investimentos nas descobertas científicas, o mundo se centralizou na europa desde cedo. Então como os EUA e os outros países que evoluíram no ramo conseguiram tal progresso? A culpa está no governo. Quem faz, apóia e cria projetos de cunho científico é o Estado.

E o que a educação tem a ver com isso?

Agora, sim, tudo. Como um país quer desenvolver, se a maioria não liga para os estudos, logo não pode reclamar do Estado para incentivo à tecnologia, logo o país não se desenvolve.

Como os que querem um país melhor não o fazem por onde? Indiretamente, pelo menos para os que já pensaram a respeito, é como se não só os que já estão no poder querem manter a situação, até quem não está nele, quem não está nem em posse de seus direitos, não quer mudança.

É como tudo estivesse tão bom.


( Breno Costa, para o Blog do MNB. Sem fontes, sem pesquisas )

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