quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A Rima de Lula, Chávez, Ortega e Moralez

Como já citada anteriormente, a situação venezuelana é complicada. Abaixo, seguem textos do caderno Atualidades, da editora Abril, e posteriormente, comentários meus.

Rivalidades entre hermanos - Radicalização de governos como o da Venezuela e o da Bolívia resulta em tensões e marca o cenário atual da América Latina.

"O palco era um estádio de futebol , na Argentina; a estrela principal, Hugo Chávez. (...) Enquanto Bush cumpria sua agenda, Chávez visitava outras nações: o gesto era carregado de simbolismo: indicava a atenção do presidente venezuelano de fortalecer sua influência na região, em contraposição aos EUA."

"Nos últimos anos, vários candidatos de esquerda venceram eleições presindenciais na América Latina. De todos eles, Chávez é o que mais encarna uma polarização com o governo norte-americano. Ao assumir esse papel, o presidente venezuelano, que se propagandeia um indefinido 'socialista do século XXi', conseguiu atrair os presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Daniel Ortega (Nicarágua), eleitos recentemente com seu apoio. Alimenta também uma estreita ligação com Fidel Castro(...).

Em contraposição... "Bush tem como principais aliados na região os presidentes Álvaro Uribe (Colômbia) e Felipe Calderón(México), ambos de partidos conservadores. Mas procura estreitar laços também com os governantes de esquerda que mostram um perfil político mais moderado e aplicam um receituário econômico mais conservador, com benefícios para o setor financeiro, as privatizações, a flexibilização de direitos trabalhistas, etc. É o caso de Luis Inácio Lula da Silva, Tabaré Vazquez (Uruguai) e Michelle Bachelet (Chile).

Agora, principalmente tendo como base o último parágrafo, deixo aqui meus comentários ( alguns até retomando os do post anterior ).

Acontece uma disputa na américa do sul. De um lado, Hugo, do outro, Bush. A maior indagação feita pela maioria das pessoas que pelo menos viram o assunto é se isso poderá afetar o Brasil ( como foi retratado no post anterior). Na verdade, muito difícil.

Difícil principalmente por: Embora seja maioria dos governos aliados, o lado de Chávez é mais fraco, com países ainda mais pobres que o Chile. Outro fator que torna difícil o acesso é que o México, grande exportador da América Latina, está aliado aos EUA, assim como a maior potência da América do Sul, o Brasil.

As barreiras que deverão ser enfrentadas por Chávez são praticamente impossíveis para um país do tamanho da Venezuela. Para o Brasil entrar ao lado do governo venezuelano, seria necessário um apoio financeiro maior e mais rentável e durável que o dado pelos americanos. Em outras palavras, o Brasil teria que ser "comprado" para entrar no outro lado da briga, coisa que a Venezuela não pode fazer, principalmente porque o Brasil é grande parceiro dos EUA.

Agora indo para a parte pessoal..

Não, não gosto dos EUA no Brasil e nem gosto de imperialismo. Mas ôpa, Hugo Chávez também é antiimperialista, certo? Então eu não deveria estar ao lado dele? A resposta é não e bem grande.

O problema de Hugo assumir o poder é que o país apenas deixaria de ser dominado pelos EUA mas passaria a ser dominado por um homem só, o que é pior ainda.

Sou contra o imperialismo, mas ainda mais contra a repreensão de pensamento e, conseqüentemente, de ditaduras.

Será que não seria mais fácil tentar outras formas para cessar o imperialismo norte-americano na américa do sul, como fez Evo Moralez com o Brasil?

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